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	<description>Gestão de marcas na web</description>
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		<title>Linguagem é poder: marketing e comunicação</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Jul 2009 16:01:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog da Mind Media]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Linguagem]]></category>
		<category><![CDATA[Marketing]]></category>
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		<description><![CDATA[Nada mais óbvio do que dizer que o ser humano se comunica através da linguagem. As linguagens são várias, e se complementam. A nossa fala é linguagem. Publicidade é linguagem. Até mesmo nosso corpo se expressa através de uma linguagem própria: os gestos, as feições, o olhar.
As relações entre saber e poder não devem ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nada mais óbvio do que dizer que o ser humano se comunica através da linguagem. As linguagens são várias, e se complementam. A nossa fala é linguagem. Publicidade é linguagem. Até mesmo nosso corpo se expressa através de uma linguagem própria: os gestos, as feições, o olhar.</p>
<p>As relações entre saber e poder não devem ser novidade para nós. Trata-se de uma relação verdadeira, porque vivemos na era do conhecimento, como sempre afirma o prof. Alcides Schotten, da <a href="http://www.methodus.com.br">Methodus</a>. Todos se comunicam, entretanto quem que se comunica melhor pode mais. E para se comunicar de verdade, em termos de marketing, como por exemplo ter conhecimento somente da linguagem de um produto específico? Quem não sabe o todo, nada sabe sobre o específico, é incapaz de relacioná-lo a nada.</p>
<p>A língua é viva e não é feita exclusivamente de regras, mas principalmente de efeitos comunicativos. A depender da situação, temos ou não êxito em nossa comunicação. Um português culto pode fazer sucesso em determinado grupo e ser um fracasso em outro. Imagine conversar no MSN com alguém que fale como um parnasiano! Ou, escrever em linguagem de internet um trabalho acadêmico. E uma situação curiosa: como seria uma receita de bolo em linguagem poética? E a poesia feita de linguagem publicitária?</p>
<p>Ah, muita gente experimentou tudo isso tudo nas últimas décadas. Com tantas vanguardas estéticas, o Século 20 pode ter sido o da experimentação. A nós, hoje, cabe a tarefa de reconhecer esses experimentos e aplicá-los ao nosso dia a dia. Ou seja, (re)conhecemos a linguagem e nos fazemos comunicar.</p>
<p>Quem tem conhecimento de diversas linguagens pode criar a linguagem perfeita para uma marca, por exemplo. Pense na diferença que se dá ao nome de um remédio e a uma loja de informática: no primeiro, a linguagem é pseudo-científica (Dorflex, Aspirina, Novalgina, etc.), porque transmite a idéia de algo feito por farmacêuticos e que se liga a uma tradição científica. Uma loja de informática, por outro lado, como a <a href="http://www.pccomputadores.com.br">Power Comp</a>, deve ter um nome ágil, moderno e objetivo. Quem não se comunica se complica, já cantava Elis Regina.</p>
<p>Ao profissional de marketing, enfim, resta a tarefa de conhecer os seus diversos públicos, as diversas possibilidades, e redigir um texto ou criar uma marca que toque o coração de seu público, que este acredite no que lhe é dito. Cada vez mais, portanto, é preciso saber todo tipo de linguagem ao trabalhar com uma única. Podemos não gostar de poesia ou de música sertaneja, mas se não tivermos o conhecimento dessas linguagens não teremos poder. E para provocar e refletirmos: segundo Nietzsche, viver é <strong>poder</strong>.</p>
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		<title>Uma imagem diz mais do que mil palavras. Mil palavras dizem mais do que uma imagem.</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 22:05:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog da Mind Media]]></category>

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		<description><![CDATA[Não existem regras absolutas. Assim como uma imagem pode dizer mais do que mil palavras, oras, quem disse que mil palavras não podem dizer mais do que uma imagem?
A Mindmedia é uma agência de web completa, porque lida com a marca de seus clientes na web integralmente, oferecendo todas as soluções. Dando continuidade ao nosso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não existem regras absolutas. Assim como uma imagem pode dizer mais do que mil palavras, oras, quem disse que mil palavras não podem dizer mais do que uma imagem?</p>
<p>A <strong>Mindmedia</strong> é uma agência de web completa, porque lida com a marca de seus clientes na web integralmente, oferecendo todas as soluções. Dando continuidade ao nosso post <a href="http://www.mindmedia.com.br/blog/hoje-texto-tambem-e-webdesign/">Hoje, texto também é webdesign</a>, queremos questionar um ditado popular e defender a nossa opção de que, com liberdade, não existem valores pré-estabelecidos.</p>
<p>Liberdade é fundamental, e é bonita quando a sabemos usar. Assim como em nosso website primamos pelo conteúdo, não quer dizer que não seja válido e essencial primar pela imagem em outro website.</p>
<p>O que deve ser feito, sempre, é o que o nosso &#8220;objeto&#8221; pede que façamos. Perguntamos à marca do que cliente o que ela precisa, e em nosso trabalho queremos que o cliente de nosso cliente também se pergunte. Como estão falando na TV, são as perguntas que movem o mundo e não as respostas.</p>
<p>Se é para haver amor pela marca, esse amor também é uma pergunta incessante. Quem ama não sabe por que ama. Quem ama sempre se perguntará: por que amo? E se tiver uma resposta, é mau sinal.</p>
<p>E, você, qual é que é a sua predileção? Uma imagem diz mais do que mil palavras ou mil palavras dizem mais do que uma imagem?</p>
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		<title>Entre o talento e os sonhos: você faz o seu melhor?</title>
		<link>http://www.mindmedia.com.br/blog/entre-o-talento-e-os-sonhos-voce-faz-o-seu-melhor/</link>
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		<pubDate>Wed, 22 Jul 2009 21:32:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog da Mind Media]]></category>
		<category><![CDATA[Caetano Veloso]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[A vida é dura com os que sonham. A realidade, implacável. Quase todos nós temos sonhos irrealizáveis. Como por exemplo: ser um grande cantor, um ator ou atriz de televisão. A maioria das pessoas sonha com a fama em geral, mais do que com o sucesso financeiro. Isso é pelo menos o que revelam diversos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A vida é dura com os que sonham. A realidade, implacável. Quase todos nós temos sonhos irrealizáveis. Como por exemplo: ser um grande cantor, um ator ou atriz de televisão. A maioria das pessoas sonha com a fama em geral, mais do que com o sucesso financeiro. Isso é pelo menos o que revelam diversos estudos, dentre eles um que Humberto Eco citou em um artigo o qual só me recordo de cabeça.</p>
<p>A questão, para mim, é que mesmo a vida sendo dura e implacável todos nós continuamos a viver. Enquanto houver uma pontinha de esperança, nós continuaremos. E, para uma vida satisfatória, como conciliar nossos desejos e a vida que temos? Ou mesmo: como conciliar o nosso talento e os nossos sonhos?</p>
<p>Muitas das pessoas que sonham em fazer música não têm talento musical. Isso é fatao. O problema não é esse: nada impede que elas façam música em casa, para elas próprias, não é mesmo? Se houver bom senso, pode-se não tornar nenhum gênio, mas se aprimorará tecnicamente. Mas muitas pessoas que sonham em ser cantor não sonham em ser cantor. Querem a fama do cantor, independente da qualidade do trabalho. Que seja fútil, o bom de um Big Brother da vida é que ele permite ao até então anônimo se tornar famoso, tenha que se submeter ao que quer que seja. Ele paga o preço porque assim o quer, e isso é problema dele.</p>
<p>A vida pode essencialmente não ter sentido. Mas o mais importante, e bonito, é que nós podemos lhe dar o sentido. Que não tenha uma explicação lógica (se não acreditamos em religião), mas que a vida seja gostosa de ser vivida. Só poderá sê-lo se nós fizermos o nosso melhor. Repito: o nosso melhor, e não o melhor do outro. Você pode não ter o menor talento musical, mas nada impede que você possa dar o seu melhor e dedicar-se, da sua forma, para a música. Mesmo que ela chegue a poucos ouvidos, mesmo que, inesperadamente, ela exploda no YouTube. Faça o seu melhor independente dos resultados, porque nem tudo nada vida se resume a resultados: o importante é a estrada, não o fim dela.</p>
<p>Por fim, gostaria de deixá-los com uma música que, em um CD repleto de crítica social e sentimentos estranhos quanto ao mundo (Circuladô), Caetano consegue cantar como a vida é linda. Escute <strong>Boas-vindas</strong>, de Caetano Veloso, em um clipe totalmente brega!</p>
<p><object width="600" height="468"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/h3rcIDbhumI&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/h3rcIDbhumI&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="600" height="468"></embed></object></p>
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		<title>Hoje, texto também é webdesign</title>
		<link>http://www.mindmedia.com.br/blog/hoje-texto-tambem-e-webdesign/</link>
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		<pubDate>Mon, 20 Jul 2009 21:09:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog da Mind Media]]></category>

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		<description><![CDATA[Mindmedia não é uma agência só de webdesign, sim uma agência completa de web. Porque, em nosso conceito, procuramos abranger e tirar todos os benefícios que a Internet pode trazer para a marca de nossos clientes. Para algumas pessoas, entretanto, o nosso site não tem cara de agência porque, como argumento mais usual, pode facilmente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Mindmedia</strong> não é uma agência só de webdesign, sim uma agência completa de web. Porque, em nosso conceito, procuramos abranger e tirar todos os benefícios que a Internet pode trazer para a marca de nossos clientes. Para algumas pessoas, entretanto, o nosso site não tem cara de agência porque, como argumento mais usual, pode facilmente se parecer com um blog.</p>
<p>Sim, nosso site é movido a Wordpress, o nosso <a href="http://www.mindmedia.com.br/gerenciador-de-conteudo/">gerenciador de conteúdo CMS</a> preferido. Também utilizamos um <a href="http://www.pagelines.com/themes/iblogpro/">tema</a> de Wordpress, que qualquer pessoa pode ter em seu blog. Mas&#8230; por que fizemos esta opção, já que, sim, é intencional?</p>
<p>Um site moderno tem pouco a ver com o que era um site moderno há cinco ou mesmo três anos. A Internet evoluiu e, dentro de suas necessidades, há uma regra que cada vez mais se torna presente: o conteúdo é rei. Como a <strong>Mindmedia</strong> tem conteúdo, nosso objetivo é apresentá-lo a nossos atuais e futuros clientes.</p>
<p>Nós nos importamos com o bonito, mas o fundamental é fazer a marca alcançar o coração e a mente de nossos clientes. Senão, nosso nome também seria outro. <a href="http://www.mindmedia.com.br/plus/">Nossos clientes</a> têm sites bonitos e que transmitem a imagem necessária aos seus clientes. Assim como o nosso. Vemos assim, e opiniões contrárias gerarão sempre uma discussão válida.</p>
<p>Um dos projetos mais interessantes na Internet brasileira nos últimos tempos foi o <strong>portal G1</strong>, porque deixou de lado a estética vazia e pesada que anteriormente predominava na Globo.com e assumiu, de vez, que em um portal de notícias deve-se privilegiar a notícia. O óbvio é encontrado com sofisticação.</p>
<p>Em nosso site, o objetivo é que fácil e rapidamente o nosso público encontre e descubra o que nós fazemos. E não só: mas que também veja porque nós fazemos bem e melhor que outras agências. O nosso webdesign, desprovido de animações em Flash, que no geral são monstruosas, transmite a idéia do para que viemos. Assim como criamos projetos de identidade da marca, nós também criamos identidade de conteúdo. Hoje, o texto se confunde ao webdesign.</p>
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		<title>O que é sua empresa ter sucesso na web?</title>
		<link>http://www.mindmedia.com.br/blog/o-que-e-sua-empresa-ter-sucesso-na-web/</link>
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		<pubDate>Mon, 20 Jul 2009 17:57:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog da Mind Media]]></category>

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		<description><![CDATA[Cada dia mais, empresas têm seus negócios baseados na web. Mesmo quando seus produtos não são serviços, menos ainda são virtuais, um web site eficiente é o seu melhor vendedor. Escutamos diversos relatos de empresas que têm baixo investimento e excelente ROI por causa de seu site. Daí você se pergunta: minha empresa obtém sucesso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cada dia mais, empresas têm seus negócios baseados na web. Mesmo quando seus produtos não são serviços, menos ainda são virtuais, um web site eficiente é o seu melhor vendedor. Escutamos diversos relatos de empresas que têm baixo investimento e excelente ROI por causa de seu site. Daí você se pergunta: minha empresa obtém sucesso através da Internet? Minha empresa poderia vender mais com um website melhor?</p>
<p>Primeiro, é necessário pensarmos o que é sucesso na web. A tecnologia deve servir à empresa, e não escravizá-la. Ok, mas o que é isso?, pergunta-se o estimado leitor. Um bom website é aquele capaz de responder a todas as perguntas de um cliente, de modo que seu contato telefônico será para fechar negócio. Além do mais, um site jamais pode inibir o cliente de entrar em contato. Como se vê, um bom website contempla todas as possibilidades. Para criar essa interatividade, entram a experiência e a inteligência da agência.</p>
<p>Também, é desejável que o atual cliente possa sempre se interessar em acessar o seu site. Mesmo já sendo cliente, ele aumentará  sua confiança e se sentirá mais incentivado a indicar a empresa a seus contatos. <a href="http://www.mindmedia.com.br/blogs-corporativos/">Blogs corporativos</a> e <a href="http://www.mindmedia.com.br/midias-sociais/">mídias sociais</a> são muito interessantes nesse caso, porque também permitem o contato entre atuais e potenciais clientes. Mesmo sem essas soluções, o diferencial sempre estará no conteúdo e a organização.</p>
<p>A Mindmedia pensa que uma empresa ter sucesso na Internet é, primeiro, se a empresa é encontrada em sites de busca, como Google, Yahoo! e Bing, porque terá visitas de pessoas interessadas nos serviços, e fechará contrato mais facilmente. Depois, se esse site realiza a venda e convence o cliente de que ele encontrou a melhor opção do mercado (mas sua empresa deve realmente ser a melhor solução, então em um nível mais profundo sua empresa deve estar preparada para superar as expectativas do mercado. Uma propaganda enganosa, ou ilusória, sempre se voltará contra quem a faz).</p>
<p>Por fim, é desejável que a empresa fidelize seus clientes. Através de mídias sociais, às quais terão acesso atuais e novos clientes, essa fidelização também poderá ser responsável por novas vendas. Ao sentir-se seguro e contemplado pela empresa que contratou, o cliente não só continuará como cliente mas também a indicará a novas clientes.</p>
<p>A <strong>Mindmedia</strong> é uma agência completa, porque é capaz de pensar integralmente a sua marca na web e construir sites e estratégias para que sua empresa alcance todo o seu público e que sua marca seja amada pelos clientes. Se sua empresa precisa de melhor presença na web, <a href="http://www.mindmedia.com.br/contato/">entre em contato conosco</a> e descubra porque nós somos a mais completa agência de web.</p>
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		<title>Quem precisa de diploma de jornalismo na era da Internet?</title>
		<link>http://www.mindmedia.com.br/blog/quem-precisa-de-diploma-de-jornalista-na-era-da-internet/</link>
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		<pubDate>Sat, 18 Jul 2009 21:01:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog da Mind Media]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[O primeiro jornal brasileiro foi o Correio Braziliense, cujo número inicial circulou no País a partir de 1808. O primeiro curso de jornalismo no Brasil foi o da Fundação Cásper Líbero, criado em 1947. A profissão foi regulamentada em 1968, uma das épocas mais duras e de maior repressão da história do Brasil.
Como sabemos, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro jornal brasileiro foi o <strong>Correio Braziliense</strong>, cujo número inicial circulou no País a partir de 1808. O primeiro curso de jornalismo no Brasil foi o da Fundação Cásper Líbero, criado em 1947. A profissão foi regulamentada em 1968, uma das épocas mais duras e de maior repressão da história do Brasil.</p>
<p>Como sabemos, a Ditadura Militar intensificou o controle social político e, no caso de jornais, que eram um dos principais meios de comunicação para se emitir uma opinião, além da MPB (pela sua disseminação), ter controle sobre os jornalistas era fundamental para exercer a sua ideologia. Além disso, seguia uma tendência mundial de burocratização, que também funcionava como controle social em todo o mundo, embora não necessariamente estivesse submetido a uma ditadura militar, como em nosso caso.</p>
<p>Gostaria de, <em>en passant</em>, evocar Michael Foucault, filósofo (embora ele abomine essa determinação, por ter função de controle de suas atividades intelectuais) francês cuja principal reflexão consistia em analisar as &#8220;estruturas de poder&#8221; em uma sociedade, denunciá-las e desconstruí-las, tanto por uma questão política quanto filosófica (que se completam, claro). Um exemplo clássico dele é a carteira de identidade, que classifica o cidadão, enquadrando-o em uma série de regras a serem obedecidas e um padrão burocrático do indivíduo. &#8220;Identificar&#8221; o sujeito é poder agir sobre ele, poder aplicar regras e exigir comportamentos. Como punir algum crime se não houve um indivíduo a ser o criminoso?</p>
<p>Voltando ao tema do diploma de jornalismo, é inevitável que esse diploma tome as proporções não só de regulamentar uma profissão (o que é justo, na medida em que garante direitos, embora quase nenhum jornalista tenha respeitados os seus direitos trabalhistas!), mas sobretudo de tolhir a liberdade de expressão. Além do mais, na era em que a Internet permite a publicação livremente de um texto em um blog ou site (o que é importantíssimo), não faz o menor sentido a regulamentação de uma profissão cujo objetivo principal é (ou deveria ser) transmitir a verdade dos fatos para um leitor. Os jornais são tendenciosos, às escondidas, prometendo o contrário (o que é inocente), e a última coisa a garantir a veracidade dos fatos é um curso superior. Ao contrário, apenas a cidadania pode exigi-la.</p>
<p>Com a concorrência dos blogs, por exemplo, um jornal deve(ria) cada vez mais se tornar criterioso caso queira existir em forma de papel, trazendo reportagens apuradas em um texto ao mesmo tempo informativo, rápido e profundo. Pelo contrário, isso cada vez menos é a regra em um grande jornal. Mas também não vem ao caso: evitemos a digressão.</p>
<p>Se o mercado já instituiu que é a qualidade do conteúdo é o fator mais importante para o seu sucesso, qual diferença fará entre uma formação universitária ou não para se exercer a profissão? É o jornal ou a burocracia que deve ser responsável qualidade do conteúdo do jornal?</p>
<p>A vantagem de se cursar uma faculdade de Jornalismo, que sempre continuará a existir, ainda que precise se adaptar às novas mídias cada vez mais rapidamente, é que, além de tomar conhecimento de procedimentos técnicos na composição de um texto jornalístico (há um padrão em todo o texto jornalístico, para facilitar a leitura de pessoas que cada vez menos têm uma boa educação cultural e intelectual), o estudante tem acesso a contatos de pessoas do meio profissional, os quais de outro modo seriam muito mais difícil de se encontrarem. Entretanto, nenhuma Faculdade irá garantir uma boa formação, que deve sempre partir do próprio estudante/profissional.</p>
<p>A obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para exercer a função de jornalista durou cerca de quarenta anos. Foi instaurda em um período de ditadura militar, e como tentei argumentar, embora não seja profissional da área (sou assinante de jornal ainda), antes de trazer qualidade a um texto jornalístico tem como função a burocratização e potencial redução da liberdade de expressão, porque restringe a possibilidade de publicação de um texto em jornal e, consequentemente, de que se tenha o melhor &#8220;escritor&#8221; a trazer a veracidade dos fatos ao público leitor. Além do mais, o que é óbvio, a manutenção do diploma corresponderia principalmente aos interesses das universidades privadas, cada vez maiores gráficas de diplomas.</p>
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